Anuário Noivas

Matérias

23/11/2007

Seis estilistas mostram suas criações para noivas


Nos anos 90, quando a estilista paulistana Flávia Galli começou a criar vestidos de noiva, a moda ditava peças clean. “Em 1996, Carolyn Bessette, nosso ícone maior naquela época, casou-se com John-John Kennedy usando um modelo enviesado de cetim de seda pura, praticamente sem nada”, recorda Flávia. “Nem véu as noivas queriam mais.” As mulheres hoje desejam tudo o que têm direito: véu, grinalda, rendas e jóias. “Para quem admira alta-costura é um momento muito gostoso. Uma roupa que pede incrustação de renda, por exemplo, dá mais trabalho, mas também enorme prazer.” A estilista ressalta que a “noiva contemporânea” tem um olhar no clássico, com alto nível de exigência, e outro no prêt-à-porter, ou seja, o vestido não aparece rodado, é mais justo e marca a silhueta com sutileza. “As noivas estão menos cobertas e com mais decotes.” Flávia defende também que à noiva sempre se agrega,nunca se tira. Flores, tiara, terços. Tudo é bem-vindo, desde que compostos harmoniosamente. “Para mim, é fácil imaginar esse ‘todo’, mas para uma noiva nem sempre. Por isso, das idéias que apresento pode sair uma outra, feita por mim e pela minha cliente, a quatro mãos.”
FOTOS DE NELLIE SOLITRENICK