Anuário Noivas

Matérias

23/11/2007

Seis estilistas mostram suas criações para noivas


Há sete anos na alta-costura, Samuel Cirnansk se destaca por sua proposta arrojada. Sua noiva não tem um “ar virginal” e, sim, mostra a história da roupa que veste. Ele apresenta a mulher do século 21: bela e feminina, traduz em suas vestes as suas experiências e conquistas. “Para a mulher segura – que reconhece suas limitações e seus atributos, que sabe o que quer, seja se casar de chapéu, burca, vestido curto ou longo – eu dou minha assinatura!”, afirma o estilista. Curiosamente, ele busca inspiração em princesas e rainhas góticas, mas é atraído também por referências mais atuais. “Sempre mesclo punks, roqueiras, socialites, princesas e rainhas. Estas mulheres estão na minha marca e aparecem nas coleções.” Para evidenciar a silhueta feminina, uma das técnicas usadas por Samuel é o moulage: a roupa é feita no corpo da cliente. “Eu busco valorizar a mulher que está dentro do vestido”, enfatiza. “Minhas clientes entendem de moda, têm referências, inspirações e informação. São decididas, modernas, extremamente seguras e com certo poder aquisitivo.” O que o estilista costuma chamar de “minicoleção”, apresentada a cada seis meses no São Paulo Fashion Week, serve de inspiração para outros vestidos. Hoje, ele revela que o atendimento personalizado tomou conta de seu ateliê e 90% de suas clientes buscam esse produto exclusivo. Outra dica do expert: a maioria delas opta pela cor “off-white” para os vestidos de noiva. “O branco pode ficar azulado nas fotografias, além disso,o tom cru está pronto para ser tingido.” E Samuel acrescenta: “As sedas também têm esse tom pérola que, com o passar do tempo, adquire naturalmente um amarelado muito bonito”.
FOTOS DE NELLIE SOLITRENICK