SP R I N G - S U M M E R 2 0 0 7 GIVENCHY
A magia é sempre frágil, sabia?
Regina Guerreiro
O pior de tudo? Esses sapatos quase tamancos, visu definivamente ortopédico que - não contentes de infestar muitas passarelas internacionais -, já estão começando a aparecer no nosso (equivocado) Brasil-fashion. Não se engane, queridinha, suas pernas vão "encurtar" no ato e, se não forem palitos, então, nem se fala... Feio. Muito feio. Anyway - mesmo banindo os tais sapatões- os modelitos de Ricardo Tisci não foram aquela glória de suas primeiras coleções para a Maison Givenchy. Também não foram um desastre, como "esparramaram" por aí. Até porque, verdade seja dita, deve ser extremamente difícil atingir um estilo que - sem deixar de ser pessoal - afine com o histórico-fashion de uma Maison.
Tisci tinha começado sua carreira superbem com aquelas camisas brancas divinas, com aqueles vestidos puro creme chantilly, sem nem por isso deletar seu lado gótico (até meio mórbido, feiticeiro). Mas experimentar é preciso, ainda que seja um risco... Vai daí que... aconteceu! A camisa branca chegou meio "empetecada", as estampas étnicas africanas não tinham nada a ver no meio de tudo (ainda que elas façam parte da obra de Hubert Givenchy), as meias-calças listradaças na horizontal não favoreciam até essas senhoritas "pernalongas" que freqüentam passarelas. O que sobrou de bom? Um erotismo moderno, brutalizando os modelitos, como tiras de couro ou de verniz, colares-coleiras trançados e pulseiras-munhequeiras tipo strong. Todas as roupas eram construídas com cortes espertos, encaixes perfeitos e aplicações geométricas. Vestidinhos negros bastante elegantes (e comerciais) exibem cada um seu decote "particular", lindamente trabalhados com cordas de seda ou bordados recheados de soutaches contorcidos. Adoro o coletinho negro bordado de negro, coringa que funciona sempre (pág. à direita). O que mais? Tecidos opacos com interrupções transparentes, very, very sexy. Efeito-surpresa: de repente, aparece um pedaço de coxa, por exemplo. UAU! Quem disse que você não tem coragem??
FOTOS: MARCIO MADEIRA
Tisci tinha começado sua carreira superbem com aquelas camisas brancas divinas, com aqueles vestidos puro creme chantilly, sem nem por isso deletar seu lado gótico (até meio mórbido, feiticeiro). Mas experimentar é preciso, ainda que seja um risco... Vai daí que... aconteceu! A camisa branca chegou meio "empetecada", as estampas étnicas africanas não tinham nada a ver no meio de tudo (ainda que elas façam parte da obra de Hubert Givenchy), as meias-calças listradaças na horizontal não favoreciam até essas senhoritas "pernalongas" que freqüentam passarelas. O que sobrou de bom? Um erotismo moderno, brutalizando os modelitos, como tiras de couro ou de verniz, colares-coleiras trançados e pulseiras-munhequeiras tipo strong. Todas as roupas eram construídas com cortes espertos, encaixes perfeitos e aplicações geométricas. Vestidinhos negros bastante elegantes (e comerciais) exibem cada um seu decote "particular", lindamente trabalhados com cordas de seda ou bordados recheados de soutaches contorcidos. Adoro o coletinho negro bordado de negro, coringa que funciona sempre (pág. à direita). O que mais? Tecidos opacos com interrupções transparentes, very, very sexy. Efeito-surpresa: de repente, aparece um pedaço de coxa, por exemplo. UAU! Quem disse que você não tem coragem??
FOTOS: MARCIO MADEIRA
Consultora de moda das mais influentes do Brasil, a jornalista Regina Guerreiro é uma referência no universo fashion. Editora de Moda de CARAS, ela divide residência entre São Paulo e Paris e acompanha os mais importantes desfiles do mundo.
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