por Patrícia Albuquerque
Entre gargalhadas e carinhos apaixonados, a atriz Susana Vieira (63) e o policial militar Marcelo Silva (35) aproveitaram um romântico passeio de carruagem pelos bosques que cercam o Burgo Schnellenberg para trocar idéias sobre a cerimônia que vai oficializar o relacionamento de cinco meses. “Deve ser em setembro. Vamos ter o ritual civil e o religioso. Já fui casada na igreja e quero de novo, porque é muito bom”, contou ela, lembrando a união com o diretor de TV Régis Cardoso (1934-2005). Durante a temporada que passou na Embaixada de CARAS na Alemanha, Susana falou sobre o encontro com o noivo 28 anos mais jovem e admitiu que a convivência tem promovido algumas transformações. “Sempre fui muito ditadora, eu dava a última palavra. Talvez esteja mais acessível. Ele me faz ver que me descontrolo sem necessidade”, diz a atriz, rindo. “É o efeito Marcelo”, completa o militar.
– O que já está decidido sobre o casamento?
Susana – Pedi para o Carlos Tufvesson fazer o vestido, porque ele é romântico e gosta de mim, mas ainda não decidi como será. Ele me pediu três meses de antecedência, mas eu já disse que esse prazo é para clientes normais. Terá que ser adaptado para uma atriz maluca que quer casar de hoje para amanhã. Não queremos uma festa grande. Vamos reunir os íntimos, provavelmente lá em casa. Sobre a igreja, há algumas possibilidades. Estamos para ir na de São José, no centro do Rio, porque eu, a mãe e a avó do Marcelo somos devotas.
– Vocês moram juntos desde a terceira semana do namoro. A adaptação foi fácil?
Susana – Jurava que ninguém mais entraria no meu quarto de tênis e isso é o que o Marcelo mais faz! Meu carpete é verde-clarinho, parece uma graminha francesa... Moro há três anos nesta casa, no Rio, e no período tive apenas namorados, que às vezes eu nem levava lá. Existe, sim, uma adaptação e ela ainda está no ar. Não é uma coisa resolvida. Mas com inteligência e amor a gente chega lá. Ou não! Porque os homens continuarão jogando a toalha molhada em qualquer lugar... (risos)
Marcelo – É importante que ela tenha a ocupação dela e eu, a minha. Se um saísse para trabalhar e o outro ficasse em casa sem fazer nada, atrapalharia o convívio.
Susana – Na verdade, não há nada que um não consiga falar com o outro; uma vergonha, um constrangimento. Até porque não tenho mais tempo para fazer tipo. Desenvolvi tanto meu jeito de ser que há muito tempo deixei de ter papas na língua. Algumas coisa que falo ou reações minhas podem incomodar o Marcelo e ele me chama a atenção. Outras podem encantá-lo.
– O que os atraiu?
Susana – O jeito dele me encantou. O fato de ser tímido, calado, sossegado; ele não invadiu.
Marcelo – Eu me senti atraído pela inteligência dela, o carinho que tem comigo.
– Diferença de idade preocupa?
Susana – Essa diferença só incomoda os outros, não a mim. Então o problema é dos outros.
– Quem é mais ciumento?
Susana – Por enquanto, nenhum dos dois, porque passamos o dia todo agarrados. A gente se monitora o tempo todo, com rádio, três celulares; e não dá motivos de ciúme. Acho infantil você provocar esse tipo de sentimento. Sei que algumas mulheres gostam de fazer isso, mas é imbecil minar um terreno que não está minado.
Marcelo – Eu sentia ciúme, por causa do assédio dos homens. Mas entendi que ela é uma artista e hoje administro melhor. Só não vou aturar um cara agarrando, não é assim que a banda toca.
– E você já tem planos para voltar ao ar, Susana?
– O Gilberto Braga me convidou para fazer 20 ou 30 capítulos da próxima novela dele, em 2007. Estou desenvolvendo o projeto de uma comédia, mas só para o final do ano. Apesar de ainda estar viajando com o espetáculo Água Viva, me considero de férias e quero continuar assim. Sempre disse que odiava férias, eu me sentia inútil, mas mudei. Ganho dinheiro honesto, pago imposto, resolvi relaxar. Nessa, conheci Marcelo. A gente se cruzou no momento certo.
Agradecimentos: Carlos Tufvesson, Galliano para
Espaço Lundgren; Produção: Claudio Lobato.
FOTOS: SERGIO ZALIS