O TENOR BRASILEIRO THIAGO ARANCAM EM WASHINGTON
Astro de Carmen nos EUA brinda a êxito com a italiana Michela Rovegno, com quem se casa em fevereiro
Jayme de Carvalho Jr.
Durante sua estada nos EUA, Thiago e Michela passeiam pelos arredores do Congresso e do Washington Monument.
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O tenor paulistano Thiago Arancam (26) não pode reclamar do acaso. Aos 7 anos, teve seu talento revelado ao cantar Parabéns Pra Você em teste para o coral Canarinhos do Liceu Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo. Em fevereiro deste ano caiu nas graças do tenor Plácido Domingo (67), que o convidou para o Operália, concurso criado por ele em 1993, e para fazer Don José, o principal papel masculino de Carmen, de Bizet (1838-1875), dividindo o palco com a americana Denyce Graves (44) em bem-sucedida temporada na Ópera Nacional de Washington. Entre os importantes compromissos que já ocupam páginas da agenda de Thiago em 2009 se destacam a montagem da ópera Tosca, de Puccini (1858-1924), em janeiro, na Alemanha, e o casamento com a italiana Michela Rovegno (28), em fevereiro, sua amada há três anos, ao lado de quem falou à CARAS com exclusividade em passeio pela capital americana.
- Como começou a cantar?
- O Canarinhos do Liceu marca minha estréia na música. Anos depois, fui para uma escola que não tinha coral. Então minha mãe, Leila, entrou comigo no coral de uma multinacional.
- Ela também canta?
- Minha mãe era assistente social e entrou no coral, no qual fiquei de 1993 a 1996, para me apoiar. Em 1998, comecei a estudar canto na Escola Municipal de Música de SP e, em 2003, formeime em Canto Erudito pela Faculdade Carlos Gomes de Música.
- E a carreira internacional?
- Em 2004, ganhei o Prêmio Revelação do Concurso Bidu Sayão. Fui o primeiro brasileiro a entrar para a Academia de Canto Lírico do Teatro Alla Scala, de Milão. Em três anos concluí a Especialização em Canto Lírico.
- Onde você mora hoje?
Thiago - Minhas coisas estão em Mônaco, no apartamento que divido com a minha noiva.
Michela - Mas a gente nunca pára em casa. Moramos em hotéis pelo mundo.
- Como se conheceram?
- Em um cruzeiro do navio Gran Mistral, no réveillon de 2005. Eu me apresentava e ela entrou com o pai dela no dia 31 de dezembro, na penúltima parada, no Rio, para ficar dois dias. Após a apresentação ela veio me cumprimentar. Como é italiana e eu morava em Milão, trocamos telefones. Prometi convidá-la para um concerto na Itália. Depois, veio o jantar e estamos juntos até hoje.
- Há casamento à vista?
Michela - Adiamos a data várias vezes por causa dos compromissos profissionais dele. Nós vamos nos casar nas Ilhas Fiji, em fevereiro, com ou sem testemunhas.
- Como ocorreu o encontro com Plácido Domingo?
- Eu o conheci em fevereiro deste ano, em Valência, Espanha. A empatia foi imediata e ele me convidou para o Operália, a 'copa do mundo' de concerto lírico para cantores de 18 a 30 anos.
- Como você se saiu?
- Venci as categorias Audiência e Zarzuelas e fiquei em segundo como Melhor Cantor. Após a Operália, Plácido me convidou para estrelar Carmen, que foi um marco na minha carreira.
- Plácido também fez Don José nos Estados Unidos, não?
- Sim. Fez o mesmo papel em Nova York, em 1965, e com o Julius Rudel, que tem 87 anos.
- Que tal cantar com Denyce?
- Ela já fez Carmen centenas de vezes nos últimos 20 anos. Eu e o elenco ensaiamos um mês; Denyce, uma vez. Isso me prejudicou um pouco, pois ela é grande e tive de aprender a dominá-la em cena. Sem dúvida, Denyce é responsável pelas lotações. É a principal cantora de ópera de Washington e uma das mais famosas dos EUA.
- E a carreira no Brasil?
- Até então, meu maior show foi na festa de aniversário da clínica paulistana Cesare Ragazzi. O empresário Alessandro Corona sempre foi meu grande apoiador e cantar no Brasil é prazer em dobro. Só lamento que ópera, no meu país, ainda seja programa de elite.
- Como começou a cantar?
- O Canarinhos do Liceu marca minha estréia na música. Anos depois, fui para uma escola que não tinha coral. Então minha mãe, Leila, entrou comigo no coral de uma multinacional.
- Ela também canta?
- Minha mãe era assistente social e entrou no coral, no qual fiquei de 1993 a 1996, para me apoiar. Em 1998, comecei a estudar canto na Escola Municipal de Música de SP e, em 2003, formeime em Canto Erudito pela Faculdade Carlos Gomes de Música.
- E a carreira internacional?
- Em 2004, ganhei o Prêmio Revelação do Concurso Bidu Sayão. Fui o primeiro brasileiro a entrar para a Academia de Canto Lírico do Teatro Alla Scala, de Milão. Em três anos concluí a Especialização em Canto Lírico.
- Onde você mora hoje?
Thiago - Minhas coisas estão em Mônaco, no apartamento que divido com a minha noiva.
Michela - Mas a gente nunca pára em casa. Moramos em hotéis pelo mundo.
- Como se conheceram?
- Em um cruzeiro do navio Gran Mistral, no réveillon de 2005. Eu me apresentava e ela entrou com o pai dela no dia 31 de dezembro, na penúltima parada, no Rio, para ficar dois dias. Após a apresentação ela veio me cumprimentar. Como é italiana e eu morava em Milão, trocamos telefones. Prometi convidá-la para um concerto na Itália. Depois, veio o jantar e estamos juntos até hoje.
- Há casamento à vista?
Michela - Adiamos a data várias vezes por causa dos compromissos profissionais dele. Nós vamos nos casar nas Ilhas Fiji, em fevereiro, com ou sem testemunhas.
- Como ocorreu o encontro com Plácido Domingo?
- Eu o conheci em fevereiro deste ano, em Valência, Espanha. A empatia foi imediata e ele me convidou para o Operália, a 'copa do mundo' de concerto lírico para cantores de 18 a 30 anos.
- Como você se saiu?
- Venci as categorias Audiência e Zarzuelas e fiquei em segundo como Melhor Cantor. Após a Operália, Plácido me convidou para estrelar Carmen, que foi um marco na minha carreira.
- Plácido também fez Don José nos Estados Unidos, não?
- Sim. Fez o mesmo papel em Nova York, em 1965, e com o Julius Rudel, que tem 87 anos.
- Que tal cantar com Denyce?
- Ela já fez Carmen centenas de vezes nos últimos 20 anos. Eu e o elenco ensaiamos um mês; Denyce, uma vez. Isso me prejudicou um pouco, pois ela é grande e tive de aprender a dominá-la em cena. Sem dúvida, Denyce é responsável pelas lotações. É a principal cantora de ópera de Washington e uma das mais famosas dos EUA.
- E a carreira no Brasil?
- Até então, meu maior show foi na festa de aniversário da clínica paulistana Cesare Ragazzi. O empresário Alessandro Corona sempre foi meu grande apoiador e cantar no Brasil é prazer em dobro. Só lamento que ópera, no meu país, ainda seja programa de elite.
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