A ELEGÂNCIA NOSTÁLGICA DE FRANK SINATRA JR. EM TURNÊ BRASILEIRA

COM PARTICIPAÇÃO DA CARIOCA MARINA DE LA RIVA, ELE CELEBRA OS 15 ANOS DE CARAS E EMOCIONA COM CLÁSSICOS IMORTALIZADOS PELO PAI

BRUNO BARRIGUELLI/B.A.R., BRUNO STUCKERT, CADU PILOTTO, CAROL FEICHAS, GEORGE MAGARAIA, IVAN FARIA E LINCOLN IFF

Frank Sinatra Jr. e Marina de la Riva

Frank Sinatra Jr. e Marina de la Riva

 
 
por Aline Novaes, Amanda Lisboa, Bianca Portugal, Letícia Rio Branco, Luciana Azevedo e Maura Charlotte Vilela

Quando a orquestra iniciou o pot-pourri que marca a abertura do espetáculo de Frank Sinatra Jr. (64), o sétimo da série comemorativa do aniversário de 15 anos de CARAS, a platéia vip tanto de Brasília, quanto de São Paulo e do Rio de Janeiro, tevecerteza de que a noite seria repleta de sucessos e momentos de nostalgia e de emoção. Com a turnê internacional Sinatra by Sinatra, o filho de Frank Sinatra (1915 -1998) se vê livre para trilhar seu próprio caminho de uma forma bastante inusitada: cantando o repertório do próprio pai em uma homenagem aos 10 anos de morte daquele que recebeu o apelido de "A Voz". "Nosso timbre é extremamente semelhante. Não havia porque desenvolver uma carreira paralela à dele enquanto estava vivo. Trabalhei como diretor musical e como maestro de meu pai, mas não podia ser cantor", explicou Sinatra Jr., que só em 2006 se sentiu encorajado para lançar um CD -solo, That Face, e em 2008 de estrelar sua primeira grande turnê internacional, no Brasil com participação especial da cantora Marina de la Riva (35) e orquestra de 38 músicos.

Pai e filho têm mais do que apenas a voz em comum. As semelhanças, que vão do físico ao traje, um impecável smoking, e a maneira elegante de se movimentar no palco, impressionaram osconvidados cariocas na platéia do Vivo Rio. "Definitivamente eles têm as mesmas células. Estou muito emocionado porque assisti a Sinatra no Maracanã, em 1980.Tinha muita gente, foi um grande acontecimento. E hoje foi um show genético. Foi como reviver aquela noite", disse o ator Stênio Garcia (76), que relembrou ainda outra faceta de Sinatra. "Ele era um grande ator. Fez mais de 50 filmes e, quando eu estudava teatro, ele era um dos que eu observava o trabalho", contou.

D. Lily Marinho (87), na mesa ao lado, também se encantou pelo intérprete. "Não tenho saído muito por causa de dores no joelho, mas era muito fã de Frank Sinatra e queria ver o filho dele. Foi um show lindo. Ele é bastante parecido com o pai, porém mais gordo", disse ela, com seu indefectível bom humor. Já a cantora Marina Elali (26) chegou à casa de shows mais interessada em aprender técnicas de canto. "É ótimo ouvir bons cantores e Sinatra, com certeza, foi um dos melhores domundo", disse ela, que esperava encontrar no filho a sofisticação vocal e a famosa habilidade em criar longas linhas musicais com poucas pausas para respiração, mais comum em cantores de ópera. "Não resisti. Me segurei o quanto pude, mas acabei chorando muito", disse ela, conhecida pelo sucesso One Last Cry, da novela global Páginas da Vida, exibida em 2007.

O show começou com a orquestra tocando uma animada coletânea de trechos dos maiores sucessos de Sinatra. Em seguida, Sinatra Jr. subiu ao palco cantando os primeiros versos de Lonesome Road. Ele fez questão de trabalhar com 15 músicos que acompanharam seu pai e utilizar as partituras originais das canções imortalizadas por ele, além de manter os arranjos originais. Clássicos como I've Got You Under My Skin, The Way You Look Tonight e a mais aguardada de todas, New York, New York, não ficaram de fora do repertório. "Gosto de tudo. Tenho todos os discos dele e há pouco regravei Fly Me to The Moon na voz de Paula Toller", disse o produtor musical Guto Graça Melo (60), que tinha um motivo a mais para assistir ao espetáculo. "Meu filho, Max, que é cantor de ópera e mora há dois anos em Viena, está no Brasil e pôde me acompanhar hoje", contou ele.

Além de New York, New York, outro momento bastante aguardado era a participação da cantora Marina de la Riva. Com um longo dourado, cabelos negros e pele alva, ela mostrou seu gingado - uma mistura da herança brasileira, por parte de mãe, e cubana, por parte de pai - ao dividir o palco e os versos de Garota de Ipanema e Dindi com Sinatra Jr. As músicas, compostas por Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980), foram gravadas por Frank Sinatra em 1967 em um dos seus álbuns mais antológicos, Frank Sinatra & Antonio Carlos Jobim, recheado de clássicos da Bossa Nova. "Estava em Cuba quando recebi o convite e vim correndo. Ele é um excelente músico e acompanho sua carreira desde o começo", contou Marina.

Na platéia paulistana, entre os mais entusiasmados estava o apresentador Otávio Mesquita (48), sempre de rosto colado no da mulher, Melissa Wilman (32). "Adoramos este tipo de programa. Otávio é romântico", revelou Melissa, no show no Via Funchal. O cantor e produtor musical Afonso Nigro (37) e a mulher, a jornalista Mônica Salgado (28), também se empolgaram. "Sinatra é uma unanimidade, não há quem não tenha ouvido uma música dele", disse ele.

Mesmo sem a mulher, a apresentadora Luciana Gimenez (37), que estava ao vivo em seu programa Superpop, o sócio e vice-presidente da Rede TV!, Marcelo de Carvalho (46), fez questão de prestigiar o evento."Adoro o Frank Sinatra Jr. e também o pai. Eu e Luciana ouvimos sempre. É uma pena que ela não pôde compartilhar comigo este momento", comentou Marcelo, ao lado do amigo, o empreendedor Ricardo Bellino (42). Ao final do espetáculo, David Barioni Neto (49), presidente da companhia aérea Tam, e sua mulher, Liane (40), eram só elogios. O show foi fantástico. É uma honra receber um artista como este em palcos brasileiros", vibrou David.

Na Capital Federal, autoridades e personalidades também aplaudiram o espetáculo no Teatro Nacional Claudio Santoro. "Estou aqui para constatar o que já ouvi sobre ele: é maravilhoso!", comentou a embaixatriz Lúcia Flecha de Lima (66). Representantes do corpo diplomático, como o embaixador da Itália, Michelle Valensise (53), e dos EUA, Clifford Sobel (59), e as embaixadoras de Israel e Marrocos, Tzipora Rimon e Farida Jaïdi, respectivamente, conferiram a performance. Conterrâneo do artista, o embaixador Sobel lembrou a importância do Sinatra pai. "O legado dele não é só da música americana, mas da música internacional", afirmou.

Acompanhado da mulher, a juíza Sandra de Santis (61) e da filha, a procuradora do DF Cristiana Mello (27), o ministro do STF Marco Aurélio de Mello estava ansioso para ouvir clássicos como My Way, que encerrou o show. "Viemos conferir a voz bisada de Sinatra e rememorar as grandes canções". O ministro Gilmar Mendes (52), presidente do STF, e sua mulher, Guiomar Feitosa Mendes (55), secretária-geral do TSE, também se emocionaram. "Já era fã do pai, que entoou tão bem alguns dos hinos da minha geração, agora sou do filho", observou Mendes.

Ao lado da esposa, Anna Christina Kubitschek Pereira (42), o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio Pereira (58), ficou feliz também por ver Brasília na rota dos grandes eventos internacionais. "A presença de Frank Sinatra Jr. aqui só comprova isso". Ao fim das apresentações, o produtor Rafael Reisman (38), que acompanhou o músico por todo o Brasil, definiu a turnê como "absolutamente surpreendente". "A maioria das pessoas não o conhecia e foi atraída pelo nome do pai. Mas ele sabe, com o seu talento, manter a chama acesa da beleza das apresentações orquestradas", finalizou o produtor.



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